
Tantas cidades,
Tantos cheiros,
Poucos amores.
O que restou,
Foram sabores memoráveis.
Daqui não se leva nada.
Pelo menos, nada de bom.
De bom, só o alívio do fim.
Do lado parado da vida
Visualiza-se como era bom.
Andar de mãos dadas com o nosso veneno.
O que eu vou levar de bom,
São os carinhos dos meus pais,
O amargo da minha bebida e,
O travo do meu cigarro.
Todos os lugares em que andei,
Aprendi a calar.
Todos os lábios que beijei,
Ensinaram-me que não era minha aptidão.
O que restar é o que restou.
Largo minha espada e tiro meu elmo.
Deixo a parte vulnerável da minha bala clava exposta.
Pois daqui nada vai – tudo fica.
De bom, só o alivio do fim.
Fim.
Um comentário:
"De bom, só o alivio do fim."
Gostei disso. Deixa eu botar numa das minhas músicas? Mas não vale cobrar direitos autorais não hein.
Mais um na linha pessimista voyer's, tô aprendendo a gostar viu :)
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