
Procuro nas mesas dos bares da cidade baixa, exatamente aquilo que tu me negas.
Cato nos discos do Chico, nas letras do Tom ou nos sopros do Armstrong – teu carinho teu afago.
Dê-me sua boca, compreensão e quem sabe seus ouvidos?
Mais um bar, mais uma garota marcando meu corpo, cravando suas unhas nas minhas costas, contrapondo-se ao seu namorado – são só bares.
Digo não ao mendigo, e torro tudo em bebida.
Que a minha boemia não seja a tua desculpa, que o meu corpo marcado não seja teu álibi, que meus pés confusos perante as faixas da República não sejam pretexto ao nosso fim e inicio ao meu fim.
Bar com Gim, mulher e um amigo – casa com cachorro e feijão no saco.
Queimo os dedos todas as noites, quando me pego a pensar no que vai ser de nossas vidas.
Com o braço sobre o cotovelo e o cigarro estendendo a cinza sobre a minha comida – onde tu estás?
Todos me conhecem, me dizem olá – as moças do bar freqüente, já estão me esperando por lá.
Pois nós que tínhamos prometido, nos guardar para o carnaval – agora a culpa é minha – a tua nunca, isso é normal.
Só te peço que pela manhã, bata a porta com cautela, não pretendo acordar pra te ver indo e me deixando sozinho, num leito que eu só joguei fora.
Mas claro, se não for pedir de mais: Me deixe um café pronto, e não amasse as folhas do jornal.
Ps. : Te amo.
Cato nos discos do Chico, nas letras do Tom ou nos sopros do Armstrong – teu carinho teu afago.
Dê-me sua boca, compreensão e quem sabe seus ouvidos?
Mais um bar, mais uma garota marcando meu corpo, cravando suas unhas nas minhas costas, contrapondo-se ao seu namorado – são só bares.
Digo não ao mendigo, e torro tudo em bebida.
Que a minha boemia não seja a tua desculpa, que o meu corpo marcado não seja teu álibi, que meus pés confusos perante as faixas da República não sejam pretexto ao nosso fim e inicio ao meu fim.
Bar com Gim, mulher e um amigo – casa com cachorro e feijão no saco.
Queimo os dedos todas as noites, quando me pego a pensar no que vai ser de nossas vidas.
Com o braço sobre o cotovelo e o cigarro estendendo a cinza sobre a minha comida – onde tu estás?
Todos me conhecem, me dizem olá – as moças do bar freqüente, já estão me esperando por lá.
Pois nós que tínhamos prometido, nos guardar para o carnaval – agora a culpa é minha – a tua nunca, isso é normal.
Só te peço que pela manhã, bata a porta com cautela, não pretendo acordar pra te ver indo e me deixando sozinho, num leito que eu só joguei fora.
Mas claro, se não for pedir de mais: Me deixe um café pronto, e não amasse as folhas do jornal.
Ps. : Te amo.